Centro e quarteirões adjacentes — cinco no total — concluíram a troca de luminárias antigas por LED. A obra, iniciada em março, substituiu 847 pontos de luz e incluiu revisão de fiação em trechos onde havia falhas recorrentes. A prefeitura estima redução de 40% no consumo de energia na área.
Para quem trabalha ou mora no centro, a mudança é visível desde a primeira noite. "Antes tinha canto escuro em frente à minha loja", diz o comerciante Roberto Nunes, que vende papelaria há vinte anos na Rua do Comércio. "Agora dá para ficar aberto até mais tarde sem medo de cliente desistir por causa da escuridão."
Obra em etapas
A execução foi dividida por quarteirão para minimizar transtorno. Ruas interditadas parcialmente durante a noite; comerciantes receberam calendário com uma semana de antecedência. Houve atraso de dez dias por chuvas, mas nenhuma interrupção prolongada.
As novas luminárias têm temperatura de cor mais quente que o branco frio comum em avenidas — escolha deliberada para preservar o aspecto do centro histórico. Postes de ferro fundido, patrimônio listado, mantiveram estrutura original; apenas braços e lâmpadas foram trocados.
"Iluminação não resolve tudo, mas muda como a gente usa a rua depois das seis." — Helena Moura, moradora do centro
O que falta
Moradores apontam trechos ainda sem cobertura adequada: beco da Alfândega e lateral da praça secundária. A prefeitura informou que essas áreas entram na segunda fase, prevista para o segundo semestre. Também há pedido de câmeras em pontos específicos — demanda que depende de orçamento separado.
Comerciantes organizam agora uma noite de portas abertas para marcar a conclusão da primeira etapa. Evento gratuito, com música acústica e descontos simbólicos, marcado para 20 de junho, das 18h às 22h, nas ruas do Comércio e dos Arcos.
Para reportar ponto de luz apagado após a obra, a prefeitura disponibilizou canal pelo telefone 156 ou formulário online. Prazo informado de reparo: até cinco dias úteis.
Reação dos moradores
Em assembleia de condomínio na Rua dos Arcos, moradores aprovaram por unanimidade carta de agradecimento à equipe de obras — gesto raro, segundo o síndico, que relatou poucas reclamações durante o serviço. Restaurantes do trecho informaram intenção de manter mesas na calçada até mais tarde no verão, agora que a iluminação permite.
A associação de comerciantes do centro pediu extensão do modelo para avenida paralela, fora do perímetro histórico. A prefeitura não confirmou cronograma, mas sinalizou que a segunda fase incluirá vias de ligação com o entorno comercial. Enquanto isso, moradores do beco da Alfândega seguem usando lanternas pessoais nos trechos ainda sem luz.